Devemos medicar nossos filhos?

A decisão de medicar (ou não) é agonizante. Aqui, encontraremos respostas para questões comuns, e fatores a considerar – como possíveis efeitos colaterais dos medicamentos para TDAH – quando decidir como gerenciar os sintomas dos nossos filhos.

1 – Decidindo medicar

Quando uma criança é diagnosticada com TDAH, os pais enfrentam uma escolha incrivelmente difícil: Usar medicamentos para tratar os sintomas? Ou tentar rotas alternativas? Você pensa: Mas se… a medicação for perigosa à saúde do meu filho?… E se mudar a personalidade dele?… O problema sou eu como pai? Os opositores argumentam que os pais se apressam em medicar os filhos, mas sabemos que essa é uma decisão angustiante. Aprenda que argumentos levaram outras famílias a usar ou não medicamentos para TDAH. E fique tranquilo: Você não está sozinho.

2 – Uma decisão desgastante

“É uma decisão difícil, e é diferente para cada família. Nós lutamos durante anos pela decisão de medicar nosso filho.” – Annie, Illinois.

“É uma decisão dos pais sobre como cuidar de seus filhos. Pessoas que convivem com TDAH, ou tem alguém que amam com TDAH, sabem o quão sério e real é esse transtorno. Aqueles que não tem TDAH em suas vidas não conseguem entender isso completamente, e não é necessário que entendam.” – April, Texas.

“Não mediquei meu filho ainda, mas provavelmente começarei no próximo ano. Se qualquer um disser que me precipitei em fazê-lo, vou dizer que eles não conviveram com ele pelos últimos seis anos!” – Um leitor da ADDtitude.

“Como enfermeira, vejo isso o tempo todo. Vou concordar com as pessoas que afirmam que estou me precipitando em medicar, visto que elas podem afirmar que as crianças às quais se referem nunca passaram por testes ou tiveram opções comportamentais – só medicamentos. Isso normalmente termina a conversa.” – Ann, Tennensse.

3 – Será que ele realmente PRECISA de medicamentos?

Essa é a primeira pergunta dos pais depois de um diagnóstico de TDAH. A resposta é, se os sintomas do seu filho interferem na vida social, emocional ou acadêmica, pode ser a hora de pensar sobre medicamentos. Tratamentos alternativos como terapia comportamental pode ajudar a controlar o comportamento das crianças, mas frequentemente quando as crianças encaram, precisam de mais ajuda com foco, autocontrole e organização. A medicação pode ajudar.

“Esgotamos primeiro todas as opções “naturais” e ele só estava ficando pior. Com os remédios ele consegue de aprender e ser bem sucedido de verdade!” – Erikka S.

4 – Os medicamentos para TDAH são seguros?

A medicação é comprovada, segura e eficaz no tratamento de TDAH. Anos de pesquisa e testes clínicos mostram que tentar medicação faz sentido depois de um diagnóstico cuidadoso. Os riscos ao usar esses remédios são pequenos – e geralmente reversíveis. Se um efeito colateral ocorrer, o médico pode reduzir a dose, alterar ou encerrar o uso.

O segredo está na monitoração cuidadosa e na comunicação pai-médico.

“Nós mudamos os medicamentos e aumentamos a dose duas vezes. É um processo, em constante mudança.” – Carolyn H.

5 – E os efeitos colaterais?

Os efeitos colaterais mais normais são diminuição do apetite e perda de peso. Outros incluem dores de cabeça ou problemas para dormir. Diminuir a dose, alterar a rotina de alimentação baseado no horário dos remédios, ou trocar de medicação pode ajudar. A maioria dos efeitos colaterais de medicamentos estimulantes acabam de três a cinco dias (com exceção da diminuição do apetite). Seu médico pode ajudar a identificar e gerenciar qualquer efeito desagradável.

“Faça sua pesquisa, conheça os efeitos colaterais, e, se seu filho piorar, troque o remédio.” – Jocelyn S.

“Há desvantagens, efeitos colaterais e não funcionam em todos. Mas se funcionar com você, ou com seu filho, a mudança pode ser gigantesca.” – Angela T.

6 – Como saber se vai funcionar?

Converse com seu médico sobre um período de teste. Formas do metilfenidato de ação curta e anfetaminas fazem efeito entre 45 e 60 minutos, e duram aproximadamente quatro horas. Se os sintomas não melhorarem, os pais podem sempre reavaliar as opções de tratamento com o médico.

“Decidimos tentar a medicação por um mês. Em uma semana ele se tornou um garotinho mais calmo e mais emocionalmente estável. Nem pensamos em voltar atrás depois disso!” – Carolyn H.

“Não queríamos medicar, mas depois de um teste bem pensado, a habilidade do nosso filho de aprender, sequenciar e desempenho escolar melhoraram muito.” – Jill W.

“Não queria medicá-lo inicialmente, então percebi que se não gostasse dos efeitos, poderia sempre suspender a medicação.” – KC W.

7 – É possível “tirar férias” dos remédios?

Algumas crianças podem tranquilamente dar um tempo na medicação nas férias escolares. Isso deve ser feito com a supervisão de um médico, e às vezes pode ser útil para determinar se mudanças na terapia são necessárias. Entretanto, se seu filho é ansioso, se mete constantemente em confusão ou é incapaz de realizar suas atividades favoritas enquanto estiver sem remédios, vale a pena se perguntar se a pausa é prejudicial.

“Ele é medicado no período escolar, fora isso, ele pode ser ele mesmo em toda a sua glória louca, linda e enérgica todas as noites, nos feriados e durante todo o verão!” – Pamela D.

8 – Abandone a vergonha da medicação

Tratamento medicamentoso para TDAH não é motivo para vergonha. Não significa que você é um pai ruim ou incompetente. Mostra que você se importa com seu filho e deseja que ele tenha as melhores chances de ser bem sucedido.

“Um dia eu pensei comigo mesmo, “Não estou medicando porque é o melhor para ela ou porque vou encarar isso como uma falha pessoal?”” – Shelly J.

“Percebemos que nosso caçula estava com a fama de “causador de problemas” e como impactava seus relacionamentos com a família e na escola. Pareceu egoísta não tentar a medicação e ver se ajudaria.” – Annamaria T.

9 – Faça pesquisas

Converse com médicos e outros pais com experiência em relação aos remédios que você está pensando. Pesquise os remédios na internet, leia as notícias mais recentes. Faça perguntas até que se sinta confortável e entendendo todos os benefícios e riscos. Tenha certeza de separar os mitos dos fatos, e adiar a decisão até que tenha todos os fatos.

“Aprendemos com os conselhos do psicólogo da escola. Leia tudo o que puder, e lembre-se que se um plano não funcionar, você pode tentar outro.” – Debbie G.

10 – Envolva seus filhos

A medicação nunca deve forçada para uma criança. Envolva seu filho no processo de decisão. Pergunte “O que você sabe sobre remédios? O que você já ouviu – bem ou mal?”. Fale sobre os medos ou vergonhas de seus filhos, e as maiores frustrações por ter TDAH. Compartilhe os fatos que você encontrou, e deixe que eles participem da tomada de decisão.

“Ouça seu filho. Decidimos finalmente medicá-lo na segunda série quando nosso filho voltou para casa e disse que tinha um cérebro defeituoso, não gostava mais da escola e seus amigos não gostavam mais dele.” – Jennifer J.

11 – Siga sua intuição

Medicamentos podem fazer maravilhas quando usados na frequência e dosagem correta. Podem ser perigosos se usados indevidamente. Não comece até estar totalmente confortável com sua decisão. E nunca comece um plano de tratamento de qualquer tipo sem a supervisão de um médico.

“Confie nos seus instintos, você conhece seus filhos melhor que ninguém.”  – Jocelyn S.

“Eu soube na mesma hora, por intuição, que sem medicamentos meu filho iria perder sua autoestima na escola quando não fosse bem sucedido porque seu cérebro não funcionava “bem” e as outras crianças não gostavam do seu comportamento.” – Pamela D.

12 – Não deixe que pessimistas te convençam do contrário

Algumas pessoas dirão, “Eu nunca daria remédios estimulantes para o meu filho”, ou “Ritalina é cocaína para crianças”. Entenda que falta conhecimento nessas pessoas e siga em frente.

“Quando tomei essa decisão, uma pessoa me perguntou, “Você recuaria com a medicação se seu filho fosse diabético?”, isso realmente me fez pensar.” – Marti R.

13 -Seja paciente consigo mesmo

Toda família apresenta diferentes noções preconcebidas sobre o significado de remédios. Vá devagar no processo de tomada de decisão. Separe um tempo para avaliar como você se sente e escolha um médico que vai se aliar a você para encontra o melhor tratamento – não só a solução mais rápida.

“Nós decidimos medicar nosso filho depois de conversar com nosso médico. Ele fez uma avaliação completa e me contou, “Não é sua culpa, mas precisamos ajuda-o. Vamos descobrir como.”” – Julie S.

 

Extraído de https://www.additudemag.com/slideshows/what-are-the-side-effects-of-adhd-medication-on-kids/

Traduzido por Lucas Oliveira Silva

 

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