Dois grandes mitos sobre medicação e TDAH

Durante todos esses anos nessa indústria vital, já vi pessoas se orgulharem por ser TDAH, outros que sofreram e desejariam nunca ter nascido TDAH, alguns felizes com o tratamento, outros sem tratamento, gente que é medicada, pessoas que se orgulham por não serem medicadas… Uma coisa é frequente: O MEDO!

Medo de se tornar dependente, robotizado, drogado. Por que?

Vou responder pra você, caro leitor, com a frase que usamos no subtítulo do nosso blog: O maior déficit é de informação!

Tente lembrar quantas vezes você já ouviu as seguintes frases:

  • Você vai ficar dependente disso!
  • Não dê esse remédio ao seu filho, ele vai se tornar um drogado!

Não sei vocês, mas eu já ouvi infinitas vezes!

Minha ideia nesse post é tentar desconstruir, com embasamento científico de qualidade, esses mitos.

  1. Você vai ficar dependente disso!

Estudos e artigos científicos afirmam categoricamente que isso é um MITO! O site da ABDA, na seção Perguntas mais frequentes e suas respostas [1], responde:

Os medicamentos são de uso controlado exatamente porque não devem ser tomados por quem não precisa ou de maneira desregulada. Se tomados do modo como prescrito pelo médico, esses medicamentos muito raramente se associam a dependência, algo que se observa em quem não é portador de TDAH e usa os estimulantes com outros propósitos. Além disso, os estudos mostram que o tratamento diminui, e não aumenta, o risco de uso de drogas no futuro.

Um estudo da University of California, Los Angeles (UCLA) [2] chegou à conclusão que indivíduos TDAH que fizeram uso da medicação não apresentaram um aumento do risco de vício para dependência da medicação ou de outras drogas.

Resposta curta: Os medicamentos são seguros desde que usados pela pessoa devidamente diagnosticada e na dose recomendada.

2. Seu filho (ou você) vai se tornar um drogado!

Dr. Timothy Wilens, professor de psiquiatria da Escola de Medicina de Harvard, menciona que sua equipe em Harvard conduziu um estudo acompanhando um grupo de adolescentes dividido da seguinte maneira: garotos TDAH sendo medicados, garotos TDAH sem medicação e garotos não TDAH.

O grupo TDAH sendo medicado apresentou níveis muito menores de abuso de substâncias (álcool, cocaína, estimulantes e outras substâncias ilícitas) que os não medicados. Há também um resultado similar em outro estudo acompanhando adultos TDAH tratados anteriormente com medicação: aqueles tratados com estimulantes quando jovens apresentaram menores taxas de abuso de substâncias quando comparados a adultos TDAH nunca medicados.

Ou seja, meus jovens, o indivíduo TDAH, diagnosticado devidamente e seguindo as orientações médicas de administração do medicamento, não corre riscos relativos à dependência.

É importante salientar que eu, Lucas, e o Vamos Falar de TDAH não temos nenhum tipo de ligação ou patrocínio da indústria farmacêutica.

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