[Post coletivo] Ser estudante e ter TDAH no Brasil é…

Perguntamos à nossa comunidade TDAH o que era ser estudante com TDAH no nosso país e recebemos mais de uma centena de comentários no Instagram e Facebook. O resultado? Confere aí!

Ser estudante e ter TDAH no Brasil é…

Os sintomas do TDAH se apresentam muito fortemente na sala de aula. Ser estudante com TDAH no Brasil é, por exemplo,”Ser super inteligente mas quase ser reprovado porque nao conseguia se concentrar para terminar a prova.” (@cunhaediane). É “Ser super inteligente mas quase ser reprovado porque nao conseguia se concentrar para terminar a prova.” (@cunhaediane), “…estudar muito, ir preparado pra prova e esquecer de alguma coisa ou cansar demais e não completar a prova!” (@silviabfdesign), “É reprovar por não conseguir apresentar um trabalho… E as pessoas acharem que você é burro mas na realidade não é…” (@maiarafelippe). “É fazer a mesma matéria 2 ou até 3 vezes… ☹️” (@tuudojuntoemisturado) e “Fritar o cérebro.” (@michelleonardodias).”Eh ser visto como idealista. É passar quase 2 meses sem ir na escola pra jogar videogame, receber a chance dos professores para recuperar a nota pelo seu potencial e não conseguir completar a prova apesar de vc saber conversar horas sobre o assunto. É ensinar a apostila da faculdade para os colegas mas n conseguir concluir o curso. Mas também é encontrar no caminho professores inspirados quente ajudam e te desafiam e criam projetos e atividades que te fazem ficar engajado. É saber que tem algo errado e não saber o que. É passar todos os anos da escola sem saber que você tem TDAH e achar q todos os fracassos só culpa sua. Quem disse mesmo que é só querer?” (@giovhrn)

A motivação oscilante também é um sintoma muito presente: “É começar um curso com toda empolgação e certeza de que se encontrou profissionalmente e, no meio do curso, já não é mais interessante, ja acumulou varias atividades, não consegue entregar os trabalhos em dias é abandonar o curso e as pessoas te julgarem como ” preguiçoso, desentessado, “NÃO QUER NADA FORA DO BRASIL” é um saco!” (@dinhorasta). A memória também é afetada pela dificuldade em manter a atenção: “Ser a esquecida e cabeça avoada” (@day_annadiniz)

Também “É ter que aturar os coleguinhas preferindo fazer trabalhos sozinhos do que com você. É sentir dos próprios professores um ar de espanto se você alcança uma nota na média, exato na media, pq de notas baixas você bate recorde.. notas altas então, ou você colou ou é um milagre.” (@bc.amanda). “É ser chamada de estabanada” (@cissa40). “Levar 20 anos para realizar o sonho de se formar e ser tratada com desrespeito pelo coordenador do seu curso na sua banca de TCC… Tenho convicção de que um dia vão entender que o Déficit de Atenção é uma DEFICIÊNCIA, e que deveriam pensar um pouco antes de tratar com tanta falta de compaixão uma pessoa deficiente. Porque é assim que eu me vejo, uma pessoa deficiente, que não tem como competir de igual pra igual com pessoas que não têm o mesmo problema. Muito a ser falado, aprendido, muita luta ainda pela frente.” (@semtranstorno).

A despreparação dos profissionais que lidam com o ensino e dos pais foi, de longe, a maior reclamação.  “Como mãe de um mocinho com TDHA, posso dizer que as dificuldades são muitas mas a pior de todas é perceber como as escolas ainda estão despreparadas para lidar com essas crianças, não sabem como ajudar e jogam toda a responsabilidade para a família, como se não fossem parte da vida da criança.” (@aline.brisotti). “Como mãe de duas crianças com TDAH posso dizer , que pais e professores precisam de esclarecimentos para melhor entender quem precisa de ajuda !” (@mbragamartins99). Ter TDAH e estudar “… É ter que explicar na escola, a professores cordenadores e afins. De que se trata sugerir livros. E tantas outras coisas.” (@alexandra_xanda) e “Como mãe de uma mocinha que foi diagnosticada tardiamente,( aos 13 anos), é angustiante saber que de fato não há inclusão.Ver o despreparo da escola, dos professores e sentir na pele o preconceito, rótulos(nossos filhos são sempre rotulados, até quando se esforçam e mandam bem na escola são questionados)!” (@adeiana_). A Ediane conta: “passei por isso com meu filho. E ouvi a escola dizer que nao tem nenhum caso de tdah na escola.” (@cunhaediane).  “É ser visto como um problema.” (@canazartdavi), “É ser tratado como preguiçoso, insolente, incapaz e não perceber as suas potencialidades.” (@adriete8189) e “é muito difícil, é angustiante… é ouvir: ele é inteligente, mas não sabe se concentrar..” (@rafaelmendesmagalhaes).

É constantemente “Ser chamado de preguiçoso e desorganizado 😕” (@mirellarondina) e a Manu reforça esse comentário dizendo que é “Ser chamado de preguiçoso. Que não estudou. Que deve ter algum problema já que não entende a matéria. Professores despreparados que acreditam ser dramas dos alunos.” (@manuvarjao). O maior desafio é “Não ser respeitado ,em suas particularidades em relação a aprendizagem. Ser julgado a todo tempo” (Simone Soares Tavares/Facebook). É comum “Não encontrar profissionais na educação preparados para ensinar alunos com TDAH…” (@marciatusnelda.soaresschmitt). “É muitas vezes ser tratado como criança ‘burra’, preguiçosa e desinteressada. Falar sobre TDAH devia fazer parte da grade escolar. Mas, que grade escolar mesmo? …” (@leameneguelles). é “Não encontrar profissionais preparados para ajudar o filho TDAH dentro das escolas, mesmo aqueles que deveriam ser experts em educação, mesmo seu filho estudando na melhor escola da cidade. É frustrante ver seu filho mega inteligente ser reprovado ou tirando nota baixa mesmo você sabendo que ele tem domínio da matéria. Triste.” (@marciaagf).

“É ter dificuldades na escola e ter que ouvir dos professores e afins que deveriam te ajudar que vc é muito brava muito ansiosa e que se vc não consegue aprender uma matéria o problema é somente seu e da sua ansiedade /nervosismo e não pq o professor se limita a explicar somente uma vez e de uma só maneira!! É você carregar uma frustração por não conseguir aprender 1matéria mais ir muito bem em todas as demais! E aprender essa matéria quando encontra pessoas dispostas a ensinar de verdade!” (@gabrielly.odizio). e “É ser tratado como inútil e preguiçoso. Ter que ouvir dos seus professores frases como “você nunca será ninguém” ou “você não aprende nada”. Se sentir como se nunca aprendesse nada. É se sentir excluído na hora de atividades em dupla por que você é muito “lento”. É passar anos e anos pra realizar seus sonhos pelo simples fato das pessoas não entenderem e nem respeitarem as condições especiais que você tem.” (@ariadnasilva_).

“É ser visto como preguiçoso, só presta atenção no que quer, não ta afim de fazer nada, faz corpo mole. Mal sabem eles o quanto a gente sofre com isso!” (@thaishironaka). É “Ser tachado de preguiçoso, avoado… Que nao gosta de estudar…e por aí vai!” (@dalilacarolina, 975), “É ser julgado por professores e colegas como mole, irresponsável ou preguiçoso e às vezes acreditar nisso e pensar em desistir de tudo, até da vida. É ver amigos e familiares o acharem tão inteligente pela diferente conexão de ideias que você faz e não entenderem como você tira notas baixas. É se esforçar tanto para fazer um trabalho bem feito a ponto de ficar tremendo e com taquiacardia e ao enviar para o professor esquecer de digitalizar uma página e ser reprovado.” (@patriciamorei) e “Ter fama de preguiçoso! Uma vida assim.” (@licagallo).

A turma também tem que se preparar para as pessoas com TDAH. “É ouvir muitas vezes de educadores(as) pra “parar de arrumar desculpa e estudar de verdade” quando vc, desesperada, for buscar ajuda pra conseguir estudar alguma coisa.É notar que não só os educadores têm que estar preparados pra lidar com vc, mas a turma tbm… Já ouvi muitos colegas de faculdade (curso de psicologia, inclusive), dizendo que a solução pra minha desatenção e minha hiperatividade “era só eu me esforçar mais um pouco”.” (@alinecavalcante.coach). “É humilhante. Realmente não consigo achar outra palavra! Eu achava que por ter 26 anos na minha época os professores não eram tão preparados e as pessoas não eram tão esclarecidas! Que mentira” (@souconcurseiratdah) A Thais disse: “verdade! Tenho tdah e sou adulta e não vi diferença da época que estudava na escola para agora. Pensei que ia mudar, que não ia encontrar profissionais despreparados, ilusão! É ser humilhada dia após dia por pessoas ignorantes.” (@thais_ingridf).  “é humilhante mesmo… Não pela situação te ter TDAH e sim pq as pessoas te humilham. Uma vez um professor na faculdade falou “não sei como a UERJ aprova gente como vc com esse tipo de problema mental” tudo isso pq eu tinha trocado o “d” pelo “f”” (@souconcurseiratdah).

Infelizmente, ainda há casos que significa também “Sofrer bullying da professora” (@cissa40). A Marina também passou por isso e conta que é “verdade: estava na 2a série, tinha uns 7 anos, tinha começado a fazer aulas de inglês. A professora da 2a série disse assim: “vc não sabe nem português, vai fazer aula de inglês?”isso faz 25 anos. Não esqueço até hj.” (@marinamml) e “Fui Humilhada Várias vezes na faculdade e na pós graduação. É muito complicado ser “diferente” (@concurseira.aplicada).

É “Ser reprovado” (@mabarbosadog),”É desestimulante, desanimador e apavorante. É se esforçar muito por conta própria, as vezes de forma desumana, pra não ser um zero a esquerda até o fim da vida!” (@lola.lopes), “Reprovar e ngm entender porque pensam que vc é preguiçoso!” (@ligia.teles).

Muitas vezes ter TDAH significa também “Ser discriminado, até pela própria família, por fazer uso da medicação.” (@sabrina.maframoreira) e que “É ser identificado como preguiçosa, irresponsável, incompetente… 😔” (@vanessap_lima). “Ah! Mesmo com toda dificuldade, estou cursando a segunda faculdade, sou concursada… digo sempre que já que não nasci com inteligência, tenho que ser esforçada… Chorar três dias por tirar nota 5, ficar muito brava e frustrada pq não tirou 9 na prova pq simplesmente respondeu a dissertativa que sabia muito bem, pela metade… e nem com todas essas dificuldades a gente tem direito à medicação… Só Deus sabe…” (@regianearruda).

A autoestima e a motivação das pessoas que possuem o transtorno fica extremamente abalada diante toda essa situação. O sentimento que se tem muitas vezes é que “É ser invisível.” (@vanessa.goncallvves). “É muito difícil 😞 criar mecanismos para estudar aquelas matérias que você odeia, estudar e estudar e parecer que não saio do canto” (@niccolymacedo). “É ter a sensação de não saber nada, essa sensação causa um mal estar tão grande,que só quem já passou por isso sabe.Mesmo que você estude muito muito mesmo,vai ficar uma sensação de que falta algo é horrível. Ter um forte sentimento de bloqueio na sua cabeça. Só Deus para ajudar.” (@monjaeremita).

“É sentir-se inferior aos outros e ir chorar escondido por ver a tristeza no rosto da mãe que ouviu do professor que a filha é uma aluna medíocre. É beirar a loucura por ouvir de várias pessoas que você é muito inteligente, mas isso não faz a menor diferença na escola.” (@deboracg14). “Vc ser lerdo, lento , não.presta atenção em nada , incapaz de vencer na vida , e ai vc acaba se sentindo uma formiguinha ao lado dos outros. :(” (@angelicamiguel), “É se sentir SEMPRE culpado não conseguir estudar, como se a pseudo-preguiça e a procrastinação não fossem culpa do transtorno.” (@jamylysr) e “É a cada reprovação, a cada tarefa n cumprida, se sentir fracassado e inferior e as pessoas pensarem que vc n se esforçou suficiente, que tudo é apenas preguiça.” (@geniane_a). “É sentir que nunca vai ser suficiente como os outros” (@pandasagita).

“Desafio, luta, baixo estima, preconceito e muito mais.” (Glayciele Santana/Facebook). É “Se sentir excluído. E ser considerado incapaz. Muitas vezes incompreendido por parte de professores e colegas. Tenho um filho com que sofre muito com isso. 😥” (Iris Bueno/Facebook), “… é ser chamado de preguiçoso e desinteressado, ser julgado e apontado… viver uma angústia todos os dias!!” (@anniejcampos).  É “É torturante, exaustivo, desestimulante, desumano” (Rafaela Mello/Facebook) e “Exaustivo e desestimulante! É ter de fazer “das tripas o coração“ para poder se enquadrar em um sistema educacional, que ainda é totalmente exclusivo e limitado, ter que “provar” que se é capaz, sofrer com piadinhas por parte de colegas, professores e ignorantes de plantão…e ainda por cima, brigar contra seus próprios “demônios”.” (Karenina Hcl /Facebook).

Os custos do tratamento dificultam em muito o acesso a essa educação de  qualidade: “Tratando o TDAH aos 40 anos… agora entendi pq nunca tratei, pois o valor da medicação não é pra qualquer ser humano necessitado…” (@regianearruda). “É doença de rico. Pobre não tem vez com tanto de médico e remédio caro q tem tomar, a gente acaba é tomando no c*!” (@concurseira.aplicada).

Os preconceitos também dificultam a adesão ao tratamento: “É ser visto como um deficiente mental que não tem capacidade de estudo. Quando se toma a medicação, esta visão fica ainda mais deturpada 🙄” (@willian_tihago). “E ser diariamente questionado se não é preguiça. Se você se esforça, se já tentou largar esses medicamentos? Se não é só desculpa para adiar as coisas. E ser taxado de desinteressado, ser excluído dos grupos, ser considerado estranho por falar coisas desconexas por não conseguir prestar atenção. E ser olhado torto porque sabem que você vai ao psiquiatra. Ser estudante no Brasil é um desafio gigantesco, com um sistema arcaico de apenas reter informações que não funciona conosco. E ver seus colegas passando, e ter a sensação de fracasso confirmada pelos seus professores. E se machucar, é não ter habilidade com nada, com jogos em grupo ou segurar algo sem prestar atenção. E ter que andar de cabeça baixa, porque acreditam que por você ir no psiquiatra/psicologo, representa ser um psicopata e olhar para alguém se torna ofensivo. E difícil manter relações saudáveis…. Enfim, uma luta diária seja qual for o nível de formação, sobreviver a isso exige resiliência, que nem nós todos possuímos.” (@rafaeloshow)

Mas, apesar do custo, o tratamento adequado e a valorização de si mesmo é muito importante nesse processo. “Ser estudante com TDAH no Brasil é ter a certeza que as lutas serão diárias, que as incertezas será um fato… Mas com profissionais capacitados podemos alcançar objetivos. SOU prova de que é possivel e que sempre serei capaz.” (@esteticamonicaandrade). Ser acompanhado por uma equipe que garanta acessibilidade faz toda a diferença! “apesar de tdah tive uma fase escolar maravilhosa notas boas ! ser tdah na vida meu filho hoje ter programa individual para ele na escola , ter psicopedagoga que petista tudo ele ( dentro da. escola que ela trabalha ) meu filho tem provas objetiva , escola faz atendimento individualizado …se preocupa com desenvolvimento dar reforço aos sábados ! professores preparados … notas altas português e em matemática enfim. sou raro sei ser tdah minha vida e meu filho foi uma benção” (Luis Henrique Castro Silva/Facebook).

Os pais também sofrem: “Poderiam perguntar também como é ser mãe de uma pessoa TDHA !!!! Resposta : é ouvir tudo isso acima , só que do seu maior tesouro !!!! Dói demais !!!” (@anaclaudiaedmir).

A falta de informação dificulta muito o percurso.”Ter que superar as suas dificuldades e as dos outros sem informação, sem disposição de compreender que todos temos limitações.” (@cohenkarla). Como costumamos (VFTDAH) dizer: “O  maior déficit é o de informação”.

“É uma luta constante, pois não existe respeito nenhum com nossos filhos. Muito triste!!!” (Adriana Arrabal/Facebook). “Uma luta constante e inglória. Eles são respeitados, não são aceitos nas suas diferenças, não tem seus direitos assegurados. É o fim!!!” (Rogéria Caetano/Facebook) e é “Tratar de superar-se todos os dias.” (Christine Reverey Do Prado/Facebook).

Às vezes faltam até palavras. É “Dificil.😔” (menezesricardo_juliana), “💔” (@tukarobadel), “Osso.” (@sicalins)… “Terrível” (@shaiananeves), “Frustrante” (@thaisfurlan1980), “Complicadíssimo!” (@tdahvidaadulta), “Muito difícil” (@brennaassis), “Triste!” (@laurinhagardenia) e, “Um desafio!!” (@adriana_pereira_dos). “Desafiador. Desafiador seria a palavra q usaria.” (@pedagogicamente__diferente). É”Massacrante!” (Liduína Girão/Facebook), “…uma batalha!” (Andréa Alvarenga Ceolin/Facebook), “Sofrido” (@ocupada.estudando) e é muita “Luta !!!” (@maria_nunes__).

Ser estudante com TDAH no Brasil “…É como matar um “dinossauro por dia” ( substitui o leão por dinossauro pois para um TDAH leão é fácil demais)…” (@gabrielabritodeoliveira), mas também “É ter que, antes de tudo ensinar, ( ou tentar) . É ter que se reiventar e aproveitar o momento de foco para absorver tudo em menos tempo. É criar e recriar estratégias para seguir e alcançar. É ser persistente, resilente. É superação.”, “Ser persistente!” (@ankito_luis) (@jbluiz_soul), é “Ter que criar estratégias diversas e se superar.” (@ednacsan). E há quem consiga superar, dar a volta por cima. Ser estudante com TDAH “É estudar muito e ainda ir mal nas provas. Mas, passei de ano sem exames. 🙌🙌” (@glowmay).

“Ser estudante no Brasil e ter tdah é ter que lutar, militar e não cansar de dizer que a gente precisa de um olhar especial, não só na escola. É ter que lidar a cada dia com gente que não sabe como lidar com a gente, que diz que isso é frescura ou que não existe. Quem nunca ouviu um “se esforce mais!”? Parece que nada que fazemos é suficiente para tirar o estigma, sempre é o atrapalhado ou o avoado da turma. É o filho que não presta atenção, é o aluno que o professor não tem paciência. A gente tenta se atentar no que você está falando, ouvir e não interromper, manter a linha de raciocínio, não viajar na maionese, mas nossa imaginação vai além. Não é porque a gente quer, é porque a gente funciona de um jeito diferente e o mundo, a educação brasileira e as pessoas não aprenderam a lidar com pessoas diferentes. É humilhante estudar, ir fazer prova e não conseguir direito e ter que ouvir “se estudar mais um pouco consegue!”. Passo a cada dia pela sensação de ter que mostrar que ter tdah não significa ser “burro” ou não aprender, ter que provar que ele pode ser (mesmo com todas as coisas ruins que traz) um super poder! Ter tdah não te faz o tdah, isso é só uma particularidade, como todo mundo tem as suas! Não se ache inferior ou menos inteligente, a gente funciona de outro jeito e aprende de outra forma, mas isso não te faz ruim, te faz especial. Ruim é quem não sabe lidar com isso!” (@thais_ingridf)

E há quem consiga enxergar a verdadeira mensagem nisso tudo como a Kelly: “É ter orgulho de vcs que pensam fora da caixinha!!! Meu namorado tem e eu me encanto com a forma de ele pensar e ver as mundo, apesar de todas as dificuldades e preconceitos encontrados ao longo da vida! Deficiente é quem não consegue ver o potencial de vcs…” (@kelly_moreiraa) e a Marcella: “Sou mãe. Ele tem 7 anos. Aluno com TDAH em escola que padroniza o ensino, os resultados e os objetivos é triste😶 A fase de alfabetização tem sido punk! Ele consegue. Um dia consegue. No ritmo dele. Da forma dele. Ele vai chegar longe!💙😉” (@marcellabtbrasil). E, apesar de tudo, é “Difícil, mas instigante!” (@jugyz).

Por fim, o comentário da Danusa traduziu bem esse post: “Ser estudante com TDAH no Brasil é ter a certeza de que o caminho não é fácil, mas desistir não é uma opção. É lutar diariamente, cair, levantar e alcançar os objetivos, mesmo que em um tempo diferente dos demais. Eu nasci pra vencer, apesar do TRABALHO.” (@danusaartesanatos).

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